Para seguir a cronologia dos personagens, a ordem é Berlim e as Joias de Paris (2023), Berlim e a Dama com Arminho (2026) e, depois, as cinco partes de La casa de papel. Para quem nunca viu a franquia, a ordem de lançamento faz mais sentido: começar pela série original e só então conhecer os dois golpes anteriores de Berlim. As duas rotas funcionam, mas respondem a perguntas diferentes.
O detalhe decisivo é que Dama com Arminho não vem depois do final de La casa de papel. Ela continua a história apresentada no derivado de 2023, durante uma fase anterior da vida de Andrés de Fonollosa, o Berlim vivido por Pedro Alonso. As datas de estreia não são datas dos acontecimentos fictícios.
Ordem cronológica e ordem de lançamento: veja a diferença
| Critério | Primeiro | Segundo | Terceiro |
|---|---|---|---|
| Ordem da história | Berlim e as Joias de Paris (golpe em Paris) | Berlim e a Dama com Arminho (novo golpe em Sevilha) | La casa de papel (partes 1 a 5) |
| Ordem de lançamento | La casa de papel (2017 a 2021) | Berlim e as Joias de Paris (29/12/2023) | Berlim e a Dama com Arminho (15/05/2026) |
A ordem cronológica acima é a dos principais arcos de cada produção, não uma sequência de todas as cenas. La casa de papel usa lembranças de períodos anteriores, por isso seus flashbacks não cabem integralmente depois dos derivados numa linha do tempo rigorosa.
Por que Berlim tem dois títulos próprios na Netflix?
A primeira produção derivada estreou em 29 de dezembro de 2023 com o título Berlim, hoje identificada no catálogo brasileiro como Berlim e as Joias de Paris. Seus oito episódios acompanham Berlim e uma equipe diferente daquela do assalto à Casa da Moeda, preparando em Paris um roubo de joias avaliadas em 44 milhões de euros. A Netflix situa essa aventura nos anos anteriores ao plano da série principal.
A segunda entrega, Berlim e a Dama com Arminho, estreou globalmente em 15 de maio de 2026, também com oito episódios. A ação passa a Sevilha, onde Berlim reúne novamente Damián, Keila, Cameron, Roi e Bruce e se envolve em um plano ligado à obra Dama com Arminho, de Leonardo da Vinci, e ao duque de Málaga. É uma continuação do núcleo de Berlim, não uma sexta parte de La casa de papel.
Há uma diferença entre chamar a produção de segunda temporada de Berlim, como ocorreu na comunicação sobre seu desenvolvimento, e procurar os episódios no serviço. A Netflix brasileira apresenta Berlim e as Joias de Paris (2023) e Berlim e a Dama com Arminho (2026) em páginas individuais, ambas rotuladas como minisséries. Para encontrar a continuação, é melhor buscar seu título completo.
Vale começar pelos derivados, sem ter visto La casa de papel?
Sim, se o objetivo for acompanhar os golpes de Berlim em sua ordem interna. O primeiro derivado estabelece a equipe de Paris, e o segundo parte do reencontro desse grupo em Sevilha. Não é necessário chegar antes ao assalto da Casa da Moeda para entender a premissa desses dois roubos.
Mas a experiência muda. Em La casa de papel, o público conhece Berlim na operação planejada pelo Professor, com o personagem inserido no conflito maior da série. Assistir ao original primeiro oferece esse contexto e torna os derivados uma exploração de uma fase anterior de sua vida. Para um espectador novo interessado no conjunto da franquia, a recomendação editorial é a ordem de lançamento; para quem já sabe quem é Berlim e quer seguir sua trajetória pregressa, vale a cronológica.
E La Casa de Papel: Coreia, onde entra?
La Casa de Papel: Coreia, lançada em 2022 e identificada pela Netflix Brasil com 12 episódios, não integra a cronologia de Berlim interpretado por Pedro Alonso. A Netflix descreve a produção coreana como remake da história espanhola, com um Professor e uma equipe próprios, num cenário fictício de reunificação das Coreias e de uma casa da moeda comum.
Por isso, não existe um lugar obrigatório para ela entre Paris, Sevilha e os roubos da produção espanhola. Quem quiser comparar adaptações pode vê-la depois da série original, como uma releitura independente, sem tratá-la como capítulo da mesma continuidade.
E os documentários sobre La casa de papel?
Os especiais de bastidores, como La casa de papel: De Tóquio a Berlim, não acrescentam um novo assalto à cronologia ficcional. A própria Netflix menciona esse material como conteúdo complementar para depois da série original. Eles podem ser deixados para o fim, fora das duas ordens narrativas do quadro.
Em resumo prático, quem quer chegar diretamente à produção lançada em maio de 2026 deve ver primeiro Berlim e as Joias de Paris. Quem quer conhecer a franquia sem antecipar o foco no passado de Berlim pode percorrer La casa de papel nas cinco partes e depois assistir aos dois derivados, na sequência de 2023 e 2026.
Fontes e referências
- Netflix Tudum: guia de Berlim e a Dama com Arminho
- Netflix Brasil: ficha de Berlim e as Joias de Paris
- Netflix Brasil: ficha de Berlim e a Dama com Arminho
- Netflix Brasil: ficha de La casa de papel
- Netflix: comunicado de estreia de Berlim em 2023
- Netflix: comunicado sobre a continuação em 2026
- Netflix: comunicado sobre o remake coreano
- Netflix Brasil: ficha de La Casa de Papel: Coreia
- Netflix Tudum: guia de séries espanholas e derivados





