Aviso: o texto contém spoilers do final de Harry Potter e a Pedra Filosofal (filme de 2001) e compara cenas com o primeiro livro.
Quem queria roubar a Pedra Filosofal era o professor Quirrell, agindo para Voldemort, e não Severus Snape. A investigação de Harry, Rony e Hermione aponta para o professor de Poções porque várias pistas parecem comprometê-lo. No confronto final, porém, descobre-se que Snape tentava proteger Harry e impedir o roubo. A revelação também explica como o Espelho de Ojesed e o sacrifício da mãe de Harry frustram o plano.
Por que Harry suspeitava de Snape?
A desconfiança nasce de acontecimentos reais, mas interpretados pelo lado errado. Depois que Hagrid retira um pacote do cofre 713 de Gringotes, ocorre uma tentativa de invasão ao mesmo cofre. Mais tarde, Harry e os amigos descobrem que o objeto guardado em Hogwarts é a Pedra Filosofal, associada ao alquimista Nicolau Flamel. Ela pode produzir o Elixir da Vida, motivo suficiente para atrair alguém disposto a devolver força e longevidade a Voldemort.
No Dia das Bruxas, um trasgo aparece na escola e Snape se dirige à área proibida do terceiro andar. A perna ferida do professor, após uma aproximação de Fofo, o cão de três cabeças que guarda o alçapão, parece confirmar que ele está tentando chegar ao objeto. O que Harry não sabe naquele momento é que Quirrell soltou o trasgo para criar uma distração.
Durante a primeira partida de quadribol de Harry, sua vassoura começa a se mover de forma perigosa. Hermione vê Snape murmurando enquanto acompanha o garoto com os olhos e conclui que ele está lançando uma maldição. Ela incendeia a roupa do professor para interrompê-lo. A revelação posterior inverte a leitura da cena: Quirrell estava enfeitiçando a vassoura; Snape fazia um contrafeitiço para salvar Harry.
O que Quirrell queria fazer com a Pedra?
Quirrell, professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, aparenta ser tímido e assustadiço. Por trás da imagem inofensiva, ele trabalha para Voldemort. Antes mesmo dos acontecimentos centrais em Hogwarts, havia tentado sem sucesso tomar a Pedra em Gringotes. Na escola, soltou o trasgo e tentou derrubar Harry da vassoura, enquanto Snape investigava suas ações.
Voldemort ainda não recuperou um corpo próprio. Quirrell serve de hospedeiro à sua forma enfraquecida e esconde, sob o turbante, o rosto do bruxo das trevas na parte de trás da cabeça. Assim, é importante distinguir os papéis: Quirrell executa o roubo; Voldemort é o beneficiário e a força por trás dele. O objetivo é usar as propriedades da Pedra para recuperar o poder e prolongar a existência de Voldemort.
Como Harry chega ao confronto final?
Convencidos de que a Pedra corre perigo e sem conseguir que os professores resolvam a situação a tempo, Harry, Rony e Hermione atravessam o alçapão. No filme, passam por Fofo, pelo Visgo do Diabo e pelas chaves voadoras. O xadrez de bruxo exige que Rony se sacrifique como peça para que os outros avancem. Hermione permanece para ajudá-lo, enquanto Harry segue sozinho à última sala.
Lá, em vez de Snape, ele encontra Quirrell diante do Espelho de Ojesed. Dumbledore preparou uma proteção decisiva: somente alguém que quisesse encontrar a Pedra, mas não utilizá-la conseguiria retirá-la do espelho. Quirrell e Voldemort desejam explorá-la, por isso não podem obtê-la. Harry quer impedir que a roubem; ao olhar para o reflexo, vê a Pedra sendo colocada em seu bolso e percebe que ela realmente está ali. Ele tenta esconder a descoberta.
Por que o toque de Harry destrói Quirrell no filme?
Quando Harry se recusa a entregar a Pedra, Voldemort manda Quirrell atacá-lo. O contato físico com Harry fere o professor. No filme, Harry percebe o efeito e toca o rosto de Quirrell, cujo corpo se desfaz. A forma espectral de Voldemort escapa e atravessa Harry, que perde os sentidos. O desfecho não significa que Voldemort tenha sido definitivamente destruído.
Na enfermaria, Dumbledore explica a razão da proteção: Lílian Potter sacrificou a própria vida para salvar o filho, deixando nele uma magia ligada ao amor que Voldemort não consegue suportar. É por abrigar Voldemort que Quirrell sofre com o contato. Dumbledore também informa que a Pedra será destruída, com a concordância de Nicolau Flamel, para impedir outra tentativa de usá-la.
O que muda entre o final do filme e o livro?
A identidade do responsável pelo roubo, a função do espelho e a proteção deixada pela mãe de Harry são pontos comuns às duas versões. A adaptação de 2001 simplifica o caminho até a revelação e torna a morte de Quirrell muito mais visual.
| Elemento | Livro de J.K. Rowling | Filme de 2001 |
|---|---|---|
| Últimos obstáculos | Além das outras defesas, há uma sala com um trasgo já desacordado e um enigma de poções elaborado por Snape, solucionado por Hermione. | Essas duas etapas não aparecem. O filme passa do xadrez ao encontro de Harry com Quirrell. |
| Efeito do toque | O contato com Harry provoca dor e queimaduras em Quirrell. | O efeito é mostrado como desintegração, e Harry toca deliberadamente o rosto do professor. |
| Destino de Quirrell | Harry desmaia antes de acompanhar a morte. O desfecho é esclarecido posteriormente, após Voldemort abandonar Quirrell. | Harry vê Quirrell se desfazer e a forma de Voldemort fugir antes de perder os sentidos. |
A diferença importa porque a versão cinematográfica apresenta a derrota física do antagonista diante do público, enquanto o romance deixa parte do acontecimento fora da percepção de Harry. Em ambas, Snape era um suspeito equivocado nesse plano específico. Sua antipatia por Harry ajuda a sustentar o mistério, mas não prova participação no roubo.
Fontes e referências
- Harry Potter oficial: revisão do filme de 2001
- Harry Potter oficial: a revelação de Quirrell e a suspeita sobre Snape
- Harry Potter oficial: as ações de Snape interpretadas incorretamente
- Harry Potter oficial: Quirrell, o trasgo e o plano de roubo
- Harry Potter oficial: obstáculos e o segredo do Espelho de Ojesed
- Enciclopédia oficial: propriedades da Pedra Filosofal
- UOL Play: diferenças entre os livros e filmes de Harry Potter





