SériesJeferson Dantas4 min de leitura

Signal (2016) e Signal (2018): por que a versão japonesa não é continuação?

A versão japonesa de Signal (2018) é um remake autorizado do drama coreano de 2016. Entenda a negociação dos direitos, os elencos e a diferença entre 16 e 10 episódios.

Imagem dividida entre investigadores em tons quentes, à esquerda, e policiais em tons azuis com rádio e horizonte de Tóquio, à direita, sob os títulos Signal 2016 e Signal 2018.

A versão japonesa de Signal, lançada em 2018, é um remake autorizado de Signal (2016), não a continuação do K-drama sul-coreano. A história mantém a comunicação por rádio entre investigadores de épocas diferentes, mas reconta essa premissa com personagens, elenco e produção japoneses. A distinção está documentada tanto pela Kansai TV, responsável pela adaptação, quanto pela notícia da negociação de seus direitos.

Como sabemos que Signal (2018) é um remake?

Em 1º de fevereiro de 2018, a Soompi noticiou, atribuindo a informação a uma fonte da Studio Dragon, que os direitos de adaptação haviam sido vendidos à Kansai TV após um acordo com a produtora A Story. É um registro jornalístico da negociação, não a reprodução do contrato. A confirmação editorial mais direta está nas fichas da própria Kansai TV, que identificam Signal, escrita por Kim Eun-hee e associada a Studio Dragon e ASTORY, como o drama original.

A versão japonesa recebeu o título シグナル 長期未解決事件捜査班, apresentado internacionalmente como Signal. O roteiro da adaptação é creditado a Masaya Ozaki. Logo, a coincidência do título e do rádio misterioso vem da relação formal entre as obras; não indica que a trama japonesa aconteça depois dos eventos coreanos.

Signal coreana x japonesa: as diferenças documentadas

Aspecto Signal (2016), Coreia do Sul Signal (2018), Japão
Exibição original tvN, de 22/01 a 12/03/2016 Kansai TV/Fuji TV, de 10/04 a 12/06/2018
Quantidade de episódios 16 10
Elenco central divulgado Lee Je-hoon, Kim Hye-soo e Cho Jin-woong Kentaro Sakaguchi, Kazuki Kitamura e Michiko Kichise
Créditos de roteiro Kim Eun-hee, roteirista do drama original Masaya Ozaki, roteiro da adaptação
Contexto da narrativa Investigadores e casos situados no ambiente sul-coreano Personagens e investigações apresentados no ambiente policial japonês

As datas e os personagens coreanos aparecem na página da tvN, cujo guia chega ao episódio 16. No Japão, o catálogo internacional da Kansai TV registra dez episódios, incluindo um primeiro capítulo mais longo. A diferença de formato é objetiva, mas 16 contra 10 não significa que seis capítulos tenham sido simplesmente cortados.

O que as duas versões mantêm e o que muda?

O núcleo da proposta permanece: uma transmissão impossível aproxima policiais que vivem em tempos distintos e permite retomar investigações antigas. A sinopse japonesa apresenta Kento, que testemunhou na infância o sequestro de uma menina, não foi levado a sério pela polícia e, quinze anos depois, ouve por um rádio destinado ao descarte a voz de um detetive do passado. A tvN descreve o original como a conexão de investigadores do presente e do passado para reexaminar casos sem solução.

A mudança de nomes, intérpretes e ambiente institucional mostra a localização da história para outro país. Já a correspondência exata entre crimes, arcos e capítulos exigiria comparar as obras episódio a episódio. As fichas e anúncios consultados não autorizam dizer que o episódio 1 japonês equivale integralmente ao episódio 1 coreano, nem que todos os casos foram mantidos ou substituídos.

E o filme japonês de 2021, é uma continuação?

Aqui existe uma produção posterior dentro da versão japonesa: a Kansai TV apresenta o longa Signal, lançado nos cinemas japoneses em 2 de abril de 2021, como uma história original baseada em sua série de 2018. Esse filme amplia a trajetória da adaptação japonesa, mas não transforma a série de 2018 em segunda temporada da obra sul-coreana.

Qual Signal assistir primeiro?

Para conhecer a obra que deu origem às demais, comece pela série coreana de 2016. Depois, a japonesa de 2018 permite observar como o conceito foi reinterpretado com outro elenco e em outro contexto cultural. É possível acompanhar a premissa da adaptação por conta própria; ela não é apresentada oficialmente como capítulo posterior da narrativa coreana. Esta comparação diz respeito às obras e a seus formatos originais, não à disponibilidade atual em serviços brasileiros de streaming.

Fontes e referências

Tópicos deste artigodorama japonêsK-dramaKansai TVremakeSignalSignal 2016Signal 2018Signal coreano e japonês remakeSignal 2016 versus 2018Signal versão japonesaSignal remake japonêsSignal 16 e 10 episódios
Média das avaliações

Avalie este artigo

Sua opinião ajuda outros leitores.

—
Sua nota