FilmesJeferson Dantas5 min de leitura

Wicked: For Good: quais músicas são inéditas e qual já existia na Broadway?

A trilha de Wicked: For Good traz duas canções escritas para o filme, enquanto The Wicked Witch of the East já integrava o musical teatral, embora não aparecesse no disco original de 2003.

Três partituras diante de um palco teatral e um projetor de cinema, com chapéu verde de bruxa, tiara prateada, esfera rosa e cidade esmeralda ao fundo.

Wicked: For Good tem duas canções originais criadas para o filme: “No Place Like Home”, cantada por Cynthia Erivo como Elphaba, e “The Girl in the Bubble”, interpretada por Ariana Grande como Glinda. Já “The Wicked Witch of the East” não é uma composição nova: fazia parte do musical de palco, mas não entrou no álbum do elenco original da Broadway, de 2003. Essa diferença entre estreia de uma canção e primeira inclusão em uma gravação comercial explica boa parte da confusão.

Aviso de spoilers leves: a comparação menciona a função de algumas músicas no segundo ato da história, sem revelar seu desfecho.

Quais são as duas músicas compostas para Wicked: For Good?

A Universal Music Brasil, no comunicado de 21 de novembro de 2025 sobre Wicked: For Good - The Soundtrack, identifica expressamente duas composições novas de Stephen Schwartz. A relação publicada no site do próprio compositor também assinala somente “No Place Like Home” e “The Girl in the Bubble” como new song. Portanto, o critério para chamá-las inéditas é a criação para a adaptação cinematográfica, não simplesmente a presença no álbum de 2025.

“No Place Like Home” é o número de Elphaba, na voz de Cynthia Erivo. Em entrevista à ELLE, Schwartz explica que a música surgiu da necessidade de mostrar o vínculo da personagem com Oz: ela tenta convencer animais que pretendem deixar o lugar a permanecer e resistir. O compositor contou que a canção passou por diferentes formatos até chegar à versão usada no filme.

“The Girl in the Bubble” pertence a Glinda, interpretada por Ariana Grande. Segundo Schwartz, o número oferece espaço para a personagem reconhecer o isolamento e as vantagens de sua posição, examinando o que está disposta a mudar. Ele disse que escreveu essa canção primeiro e com relativa rapidez. Essas explicações vêm do autor, e não de uma interpretação inventada do filme.

Qual música já existia no teatro, mas faltava no disco de 2003?

É “The Wicked Witch of the East”. O banco de dados da Broadway, o IBDB, inclui o número no segundo ato da produção original de Wicked, aberta em 30 de outubro de 2003, e o atribui a Elphaba, Nessarose e Boq. Em outras palavras, a canção integrava o espetáculo muito antes de Wicked: For Good.

A confusão nasceu porque o álbum do elenco original, lançado em 16 de dezembro de 2003, deixou esse número de fora. A Ticketmaster relata que a omissão se relacionava ao desejo de evitar revelações da trama, já que o trecho depende bastante de diálogos e acontecimentos importantes. Isso explica a ausência da gravação, não uma ausência do musical.

A versão presente na trilha cinematográfica de 2025 é creditada a Marissa Bode, Cynthia Erivo e Ethan Slater. A Republic Records a apresenta como uma faixa não incluída anteriormente na gravação original da Broadway. É um registro novo de material teatral anterior, e não uma terceira composição inédita de Schwartz para a produção.

Comparação: novidade para o cinema ou para o álbum?

Música Situação no palco O que muda em Wicked: For Good
No Place Like Home Não integrava o musical original de 2003. Canção inédita escrita para Elphaba; Cynthia Erivo interpreta.
The Girl in the Bubble Não integrava o musical original de 2003. Canção inédita escrita para Glinda; Ariana Grande interpreta.
The Wicked Witch of the East Era encenada no segundo ato, mas ausente do álbum original de 2003. Recebe gravação na trilha cinematográfica, com Marissa Bode, Cynthia Erivo e Ethan Slater.
For Good Já era o dueto de Glinda e Elphaba na Broadway. Ganha interpretação de Cynthia Erivo e Ariana Grande e também dá nome ao filme.

E as outras faixas com nomes ou gravações diferentes?

O álbum cinematográfico, lançado em 21 de novembro de 2025, tem 11 faixas. Entre elas estão números conhecidos da segunda parte do espetáculo, como “Thank Goodness / I Couldn’t Be Happier”, “Wonderful”, “I’m Not That Girl (Reprise)”, “As Long As You’re Mine”, “No Good Deed”, “March of the Witch Hunters” e “For Good”. São novas interpretações em uma adaptação, mas isso não transforma automaticamente cada faixa em uma composição inédita.

A abertura “Every Day More Wicked” também aparece com título próprio na lista de 2025. Convém separar nome de faixa, montagem cinematográfica e canção escrita do zero: o repertório de Schwartz e o anúncio da gravadora continuam identificando apenas duas composições novas. A listagem do álbum, isoladamente, não justifica contabilizar todas as músicas que parecem diferentes como inéditas.

Por que escrever duas músicas novas para a adaptação?

Schwartz explicou à ELLE que a equipe identificou dois momentos em que expressar o mundo interior das protagonistas por meio da música serviria melhor à narrativa. Em “No Place Like Home”, isso reforça a relação de Elphaba com Oz; em “The Girl in the Bubble”, acompanha uma reflexão decisiva de Glinda. A comparação com a Broadway, portanto, revela uma escolha de adaptação: acrescentar dois solos de personagem sem substituir a estrutura musical que já conduzia o segundo ato.

Assim, a resposta depende da pergunta exata. Músicas compostas especialmente para o filme: duas. Número que já existia no palco e só aparece na trilha do filme em vez do álbum original da Broadway: “The Wicked Witch of the East”. “For Good” e os demais números conhecidos pertencem ao repertório anterior, agora cantado pelo elenco cinematográfico.

Fontes e referências

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