Filmes20/10/2026Jeferson Dantas5 min de leitura

Godzilla Minus Zero tem 95% no Rotten Tomatoes: elogios e críticas à sequência

Com 95% de aprovação entre 41 críticas em 20 de outubro de 2026, Godzilla Minus Zero é elogiado pelos efeitos, mas divide opiniões sobre a história humana. Veja a comparação com Minus One.

Monstro marinho gigantesco se ergue atrás de cidade costeira em ruínas, com projetor de cinema, rolos de filme e tomates vermelhos em primeiro plano.

Godzilla Minus Zero chegou a 95% de aprovação no Tomatometer do Rotten Tomatoes, com 41 críticas registradas na consulta de 20 de outubro de 2026. A sequência de Godzilla Minus One, dirigida e escrita por Takashi Yamazaki, estreou no Festival de Cinema de Nova York em setembro e recebeu elogios sobretudo pelos efeitos visuais e pela escala da ação. A recepção é amplamente favorável, mas está longe de ser unânime quanto ao ritmo e à história humana.

A comparação com o antecessor ajuda a dimensionar a repercussão: Godzilla Minus One (2023) registra 99% com 213 críticas. São números positivos para os dois filmes, porém calculados sobre conjuntos de avaliações de tamanhos muito diferentes. Este panorama reúne opiniões publicadas por veículos identificados, sem se apresentar como uma crítica de quem assistiu ao longa e sem revelar seus principais acontecimentos.

O que significam os 95% no Rotten Tomatoes?

O Tomatometer é a porcentagem de críticas profissionais classificadas como positivas pelo agregador. Portanto, 95% não quer dizer nota média de 9,5 em 10, nem significa que 95% do público aprovou o filme. O Rotten Tomatoes mede a recepção dos espectadores separadamente, no Popcornmeter.

Na consulta de 20 de outubro, a página de Minus Zero exibia 41 resenhas de críticos e zero avaliações verificadas do público. Esse último número indica ausência de amostra verificada naquele momento, não rejeição dos espectadores. O próprio Rotten Tomatoes explica que seus percentuais e a quantidade de críticas podem mudar com novas publicações.

O filme já tinha sido exibido no Festival de Nova York, mas as estreias comerciais brasileiras e norte-americanas ainda estavam previstas para novembro. Assim, o percentual retrata a leva de críticas disponível até a data consultada, e não um balanço definitivo de quem o viu nos cinemas.

Comparação direta do Tomatometer, conforme as páginas dos dois filmes:

Filme Tomatometer em 20/10/2026 Críticas contabilizadas
Godzilla Minus Zero (2026) 95% 41
Godzilla Minus One (2023) 99% 213

Efeitos visuais e espetáculo concentram os elogios

A parte mais consistente das avaliações positivas é o impacto técnico. Jesse Hassenger, do The Guardian, elogia a grandiosidade das sequências digitais e a maneira como Yamazaki combina a dimensão de um filme-catástrofe com a ameaça física dos monstros. Sua análise observa que o diretor privilegia a qualidade das imagens, em vez de simplesmente multiplicar cenas de ação.

No levantamento de primeiras críticas publicado por Christopher Campbell no Rotten Tomatoes, Eli Friedberg, da Slant Magazine, destaca o salto de complexidade e acabamento das cenas de destruição. Dan Bayer, do Next Best Picture, e Molly Edwards, do GamesRadar+, também aparecem entre os críticos impressionados com os efeitos. São avaliações atribuídas, não um prêmio ou reconhecimento técnico já concedido ao novo filme.

Até quem apresenta ressalvas admite a força do espetáculo. Phil de Semlyen, do Time Out, considera as aparições dos monstros visualmente empolgantes, mas entende que o filme demora demais para chegar a alguns de seus momentos mais aguardados. A divergência está menos na qualidade das imagens do que na distribuição dessas cenas ao longo da narrativa.

O drama humano funciona? É aqui que as opiniões se afastam

Yamazaki volta a situar a ameaça em um Japão que tenta se reerguer depois da guerra, acompanhando novamente a família Shikishima. Parte da imprensa vê nessa continuidade a força emocional da sequência. Robert Daniels, do Screen International, citado na página de críticas do Rotten Tomatoes, chama atenção para a dimensão comovente do filme; as primeiras reações reunidas pelo Omelete também ressaltam o trauma e os laços familiares.

Jesse Hassenger, porém, distingue dois resultados no The Guardian: reconhece o peso das ideias históricas e a eficiência de novos personagens, mas considera alguns momentos domésticos menos convincentes do que os do longa anterior. A crítica não é à existência do drama, e sim à execução de parte dele.

No Time Out, Phil de Semlyen dá três de cinco estrelas e descreve os trechos entre as grandes cenas de ação como arrastados. William Bibbiani, do TheWrap, segue outra linha: avalia Minus Zero como uma sequência ambiciosa e satisfatória dentro da franquia, mas argumenta que a escalada fantástica enfraquece a unidade entre metáfora histórica e espetáculo. O Rotten Tomatoes também apresenta uma avaliação de 5/10 de Ben Gibbons, do Screen Rant. O índice alto não apaga essas discordâncias.

Godzilla Minus Zero é melhor que Minus One?

Não existe resposta única entre os críticos consultados. Alguns enxergam uma evolução em escala, efeitos e ousadia; outros preferem a concentração dramática de Minus One. O argumento de William Bibbiani é representativo dessa segunda leitura: para ele, a nova produção funciona muito bem como continuação de Godzilla, mas não alcança a mesma força temática do antecessor. Já a síntese de Christopher Campbell registra resenhas que colocam a sequência no mesmo nível ou acima do original.

Comparar apenas 95% contra 99% produz uma conclusão apressada. A diferença é de quatro pontos percentuais de críticas favoráveis, não de quatro pontos em uma escala de qualidade. Além disso, 41 textos e 213 textos representam amostras distintas, em fases diferentes de circulação. O resultado mais seguro é que Minus Zero começou sua trajetória comercial com forte aprovação crítica, ao lado de objeções específicas sobre ritmo e coesão.

Quando o público poderá formar sua opinião?

Segundo a cobertura do Omelete publicada em 26 de setembro, a chegada aos cinemas brasileiros está marcada para 5 de novembro de 2026. A página norte-americana do Rotten Tomatoes indica 6 de novembro para a estreia nos Estados Unidos. Essas datas correspondem a mercados diferentes e não devem ser tratadas como uma estreia mundial única.

Com a expansão das sessões e a inclusão de novas resenhas, tanto a quantidade de críticas quanto o Tomatometer podem mudar. Até lá, o dado confirmado em 20 de outubro é o retrato de uma recepção inicial muito positiva, na qual o espetáculo visual convenceu mais amplamente que algumas escolhas de roteiro. Não há, nesse percentual, uma nota autoral do Dantverse nem uma medição consolidada da reação do público.

Fontes e referências

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